
Quem conhece a obra de Maurice Jarre sabe; só um Mestre para reproduzir musicalmente lugares e situações atípicas com tamanha propriedade, a ponto de se questionar a nacionalidade do compositor e maestro. Para os cépticos, francesa; para os sensitivos, todas. O talento se sobrepõe à sua origem. Em "Lawrence Of Arabia", sua maior obra-prima, premiada com o Oscar de melhor trilha em 1962, o sol calcinante do deserto é tão audível que nos causa sede; saciada pela tênue exuberância de sua música. Seja na Arábia, em meio a revolução russa - "Doctor Zhivago" (Oscar de melhor trilha em 1965), num México desolado - "The Professionals" (1966), na Alemanha nazista - "The Damned" (1968), na costa de uma Irlanda assaltada pelos ventos de um desejo ilícito - "Ryan's Daughter" (1970), no Kafiristão, uma remota região hindu - "The Man Who Would Be King" (1975), no Japão feudal - "Shogun" (1980), na conflitante Indonésia de "The Year Of Living Dangerously" (1983), numa fascinante Índia nunca antes mostrada pelo cinema como em "A Passage To India" (Oscar de melhor trilha em 1984), no seio de uma comunidade Amish da Pensilvânia - "Witness" (1985), na China - "Tai Pan" (1986), ou nas inóspitas selvas africanas - "Gorillas In The Mist" (1988); seja no Oriente Médio, em plena época maometana - "Mohammad, Messenger Of God", ou cristã - "Jesus Of Nazareth", ambos de 1976, ou nas montanhas geladas do Pólo Norte - "Shadow Of The Wolf" (1992), seu estilo é de um pragmatismo inconfundível.
Em "The Bride", de 1985, ano em que recebeu a sexta indicação ao Oscar por "Witness", é o romantismo clássico que predomina, numa Inglaterra vitoriana adornada pelo horror. Temas tensos ou lutuosos se alternam com o apaixonante tema principal; tão magistral que parece ter sido composto à época da história. Apesar da produção luxuosa, do roteiro sofrível, e das performances monótonas, ao término do filme, a impressão que fica é a de se ter ido à um concerto. As faixas The Bride, Victor and Eva e Together, executadas pela Royal Philarmonic Orchestra sob a batuta de Jarre, são de uma beleza delituosa.
A edição, inexplicavelmente super limitada, 1.000 cópias, traz o selo Varèse Sarabande Club; sinônimo de qualidade sonora e acabamento gráfico.
Maurice Jarre é um dos últimos grandes compositores ainda na ativa e, seu trabalho, a prova de que a inspiração não está subordinada ao perfeccionismo de um diretor. Sem ele, certamente o cinema sobreviveria, mas alguns filmes para os quais compôs não. "The Bride" é um exemplo disso.
Quem desconhece sua obra saiba; c'est elle qui le immortalise.
Eduardo Farzo
| Título Brasileiro: A Prometida |
| Genêro: Suspense - 119 minutos |
| Dirigido por: Franc Roddam |
| Elenco: Sting, Jennifer Beals, Geraldine Page, Clancy Brown, Anthony Higgins, David |
| Rappaport. |
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Créditos
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| música composta e regida por |
| Maurice Jarre |
| Orquestra Filarmônica Real |
| Líder: Barry Griffiths |
| Ondas de Maternot: Cynthia Millar |
| Assistente: Christopher Palmer |
| Mixagem: Paul Hulme |
| Gravação: D. Lewzey & P. Hulme |
| Masterização: Erick Labson |
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Produtor
Executivo:
Robert
Townson
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| Produção: Maurice Jarre |
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CD
- EUA (2002) - Ed. Lim.: 1000
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| Varèse Sarabande VCL 0702 1013 |
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Avaliação:
****
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Faixas
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01.
The Bride (5:02)
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| 02. In The Woods (1:50) |
| 03. Rinaldo (1:38) |
| 04. Frankenstein (1:18) |
| 05. The Jewels (2:01) |
| 06. Bela (1:36) |
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07.
Eva (2:12)
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08.
Escape (1:50)
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| 09. Viktor and Eva (4:59) |
| 10. Rinaldo's Death (2:28) |
| 11. Frankenstein's Punishment (2:27) |
| 12. Together (3:20) |
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Tempo
Total: 30:57"
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Poster
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Cena
do Filme
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LP
- Alemão
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Cena
do Filme
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Capa
DVD - Brasil
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